Sopa de letrinhas

Sopa de letrinhas

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Tudo aquilo que não se explica

De Errante e de louco,
Sei que tenho e não é pouco.
Mas se aprendo uma vez...
Posso, sim, errar de novo:
Não te engano.
Admito.
O "ser insano" é tão humano
Que chega até a ser bonito.
Então nem paro pra entender
O que no coração fica...
Apenas sou e amo:
Tudo aquilo que não se explica.

domingo, 9 de dezembro de 2012

PALHAÇARIA

E QUANDO O JOGO COMEÇA...
SÓ O AGORA INTERESSA!

E VAI UM...
E VAI OUTRO.
UM PELO OUTRO E O OUTRO POR UM!
triz...
VÊ BEM ESSE NARIZ!!!

AI AI AI CUIDADO
AI AI AI TÁ TODO ERRADO!
E DEIXA NASCER ESSE SER...
CRIATURA SÓ SUA!!!
É MÁGICO E É VOCÊ!!!
É SINCERIDADE PURA!!

DIVIRTA-SE E SERÁS RECOMPENSADO
COM UM RISO SINGELO
(OU UM OLHAR DENTADO).



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Hermética

Eu
Reclusa e inclusa no meu
Acervo
De histórias pensadas
Imagens passadas
Passados quereres
Epifanias presentes
E ideias
Que não passam de ideais
O ideal seria
Que o depois virasse agora
Sem perder a utopia
O ideal mesmo seria
Que o dentro virasse fora
Sem perder a poesia.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Embrião

Deixa lá, o amor, fecundo.
A paixão calma.
Deixa na incubadeira da alma
Ganhando solo profundo.
Que aqueça,
Germine e floresça.
Que, num instante,
Viva eternamente.
E, quando "morre",
Já é de novo semente.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Julieta sustenida

Não basta o Culto ao Amor:
É no cultivo do amar
Que Amor é, concretamente.
E eu vou com Ele...
Com tudo, mais uma vez!
- porque não sei ser diferente,
foi Dionísio que me fez.
Com essa coisa "coração"
Eu não uso sensatez.
Tiro mesmo o pé do chão,
Julieta além do tom.
E como prova da recusa
Em saber o que me espera,
Me joguei pro ar!
E caí na Terra.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Palavras doentes

Palavras doentes
Me agridem tanto
Que qualquer resquício
De encanto
Se faz ausente.

Arrancaste meu pranto
Brutalmente.

Lamento o ódio,
amor...

Lamento.

sábado, 13 de outubro de 2012

Cheia de Nada

No fluir do encontro,
A fruição do todo:
Mente e corpo se anulam.
E eu sou nada
Por um segundo.
A alma zerada,
Inexistir profundo.
Consciente disso, sorrio.
Foi o vazio
Mais preenchido do mundo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ella

Confessemos:
Buscamos interminar a história.
Buscamos interromper o vôo.
Queremo-nos pra além da memória;
Queremos, nus, pra amenizar o choro.

E a Bella a quem deste o coração
Já não é a mesma bela.
Tem no nome a tal terminação...
Só falta morrer quando percebe
Que esse amor não é pra ela.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Limbo

De ferida (ainda) aberta,
Eis que me vejo
No limbo:
Se vou,
Coração aperta;
Se fico,
Coração chora.

Vivo apenas pra descobrir
Se é mesmo em ti
Que a minha alma mora.

sábado, 11 de agosto de 2012

Vênus

O Vento vendeu vontades de
Voar por aí
Saltar do abismo Bonito
Desafiar o infinito

Eu comprei pagando caro
Jurando ser um barato
Fazer das nuvens meu lar
Fincar raízes no ar

Agora eu tô a fim
De visitar todo Mundo:
O Cruzeiro, as Marias...
Saturno sabe que eu viria

E no meio desse planetário
Descobri o que me guia:
Meu Vênus em Aquário.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

No atalho


E no meio desse começo
Do fim,
Saio de fininho
E pego o atalho de retalhos
Dessa história “eu e você”
Só pra não doer
Tanto assim.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012


Nada.
Aqui dentro.
Se traduz.
Em nada.
Alguma coisa que
Eu
Não entendo
Você
Também não
E que não
Vem a ser
Nada.

Vamos compreender?
Nada.
Um abraço?
Nada.
Último beijo?
Nada.
E nesse monte de
Nada
Eu
Encontro
Alguma coisa que
Eu
Não entendo
Você
Também não
Mas que
Vem a ser
Alguma força.
Alguma forca?

A força que constrói é a mesma que destrói?

Pronto.
Uma palavra
Outra
Vomitada
E
Nada
Compreendido
Que o
Não
Compreendido
É a força
E
Não
A forca
Isto é
Não
Compreendido
Nada
Compreendi que
Nada
Foi suficiente.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Prazeres

Bom mesmo é a alegria
De matar um leão por dia.
Bom mesmo é a tensão do músculo
A garganta seca
Desafiar o inimigo
Dançar no caco de vidro.
Bom da chegada é o caminho.
Bom, na verdade,
É a vontade:
Vontade que prende a respiração
Que enrijece o corpo
Que acelera o coração.
A parte dura do colchão...
Bom mesmo é a corda bamba
A subida da rampa
Bom é o esforço que existe
No passar do limite.
Bom mesmo é o suor:
A luta que é melhor!
É enfrentar o que dói
Pro que dói virar pó.

sábado, 5 de maio de 2012

Filhas do ócio

O que faço
Com os livros que leio?

Pra onde vão
As músicas que me tocam?

Pra que são
As imagens que vejo?

Pra onde vôo
Com o que penso?
Pra onde vou?

Loucas ou sensatas,
Ideias demais
Me angustiam;
A falta delas
Me mata.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Maria Malandra

Jujuba balinha baleia
Mistura mãozinha n'areia
Tira meleca cola na lua
Pé-de-moleca flutua

Batom da titia chiclete
Bombom patins patinete
Três Marias ciranda
Uma Maria Malandra

Vento carrega menina
Inventa escorrega imagina
No azul do céu infinito
Até urubu é bonito

domingo, 26 de fevereiro de 2012

VocEu

Hoje reli um romance
Um velho amor que a poesia expressa...
e chorei à beça.

Deu vontade de dizer
- novamente em verso -
que a saudade é cruel

Sei que o nosso inverso
era chato pra dedéu

Mas quer saber?

No Eu ainda há Você

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Relembrando versos e reinventando amor

Se em verso começa,
Em verso termina.
Não há prosa complexa
Onde só houve poesia.

Meu amor, nossa historia é tão boa...
As outras são narradas;
A nossa destoa:
É recitada.

Por isso, te peço:
Não me odeie!
Releia aquele verso
Em que falas por ele

Que me amas no que me faz.
Se mergulhei na natureza errante,
Não me julgues mais...
Sabes que sou inconstante,

E, em nome daquele encanto,
Chega de rancor e pranto!
Permita que o amor permaneça
Mesmo que por outra faceta.
Eu mesma...te amo tanto!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Volátil

No ataque ou na defesa,
Sigo em frente.
Desapego das certezas
Sei que nada é permanente

Dizem que eu sou maluca
Choro e rio na despedida.
É tudo uma questão de escuta...
Sou tão efêmera quanto a vida

sábado, 21 de janeiro de 2012

Diante do impasse

Eu, sem compreender nada,
Diante da paixão restada,
Sem forças pra seguir em frente
Numa escolha muito arriscada.
Por que assim, tão de repente?
No coração, uma virada;
Na alma, nossa história tatuada;
Na mente, uma decisão tomada.
E eu nao consigo dar um passo:
Diante do impasse,
Minha única certeza
É que nunca amei com tanta pureza
E nunca fui tão amada.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Giovanna

DEUS, QUE PRESENTE BONITO!!
TO FELIZ INFINITO!!!
Só sei transbordar emoção.
Como Giovanna consegue
Ser a própria transformação??
Muda tudo rapidinho...
Inunda a casa e a gente
na mente,
na alma e no coração:
alegria, amor,
tranquilidade,
união!
E mais um monte de coisa
Que eu não sei descrever...
É sentimento em turbilhão!!
Percebo a sua força e choro pra valer.
Ela é tudo - e MUITO mais!
- que eu imaginava um dia ter.