Sopa de letrinhas

Sopa de letrinhas

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Grude

Tô louca pra fazer
Uns versos pra você
Que já virou meu universo
Já descobriu o meu inverso
Que já é as coisas que leio 
E faz parte das que anseio
Que já é a minha playlist
E a pessoa mais legal que existe.
Nossos astros se cruzaram
E eu nunca mais fiquei triste!
Tô louca pra dizer -
se me permite -
Que o meu coração já insiste
Em escrever pra você -
mais e mais e mais!
Agora ature minha cafonice.
Nem adianta voltar atrás.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A flor do frio

As faltas, o frio
As falhas e o vazio
A desistência
A consciência
A ausência de magia.
O meu coração trancado
O seu coração culpado
O aumento da agonia.
Saudade ou nostalgia?

Tudo me acelera
Me anseia
Me entristece

E na espera
A poesia
Floresce.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Des coberta

Você me pergunta
Se eu te odeio
Ou se pergunta
Se eu tô chateada
E me pede pra botar freio
Nessa alma apaixonada
Eu só digo, sem receio,
Que não tô acostumada...
Comigo é sempre Tudo,
Nunca Nada!
Aqui dentro é sempre cheio
E de forma acelerada

Tento a calma, que Tudo passa.
É uma questão de adaptação.
Essa pulsação escassa
É descanso pro coração

Mas o vazio me embaraça,
Me põe na contramão...
Você não vê que perde a graça
Quando a gente não sai do chão?

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Bololô

Não afunda
Respira fundo
Se é profundo,
O que é que tem?
Na bagunça,
O que é que tem?
Tem música velha
Tem cheiro de novo
Tem medo de novo
Tem de tudo um pouco
Se tem coisa velha,
O que é que tem?
Se tem nó de novo,
O que é que tem?
Desata como der
Se embolar mais,
O que é que tem?
Embala no bolo que vier
E no bolo, o que é que tem?
Trem azedo, trem amargo
Tem sentimento de pecado
Mas também gosto de céu...
Tem rapadura e tem mel:
Iguais na doçura,
Diferentes na textura...
Tem sanidade e tem loucura,
O que é que tem?
Tem todo tipo de mistura
Meu coração é heterogêneo:
Gênio das confusões mais puras...

sábado, 3 de junho de 2017

Não-eu

Eu-bicho:
Troca-troca de nicho,
Migração espontânea.
Alma cigana,
Vida-cigarra:
Canta e morre.
Alma que agarra,
Corpo de garras.

Eu-rio:
Troca-troca de águas,
Corrente de mágoas.
Condutor de barcos,
Contador de histórias.
Alma levada
Cara lavada
Dorso profundo.
Dor só afunda
Se não é transbordada.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Presente

Me encontra ali, na Entrega.
Não sei de onde você vem
Nem pra onde a gente vai
Mas amo esse Presente
Cada vez mais.
No nosso entrelaço,
Os nós eu desfaço:
Te revelo em camadas.
Me livro das armaduras,
Cara e alma lavadas.
Afinamos as vontades,
Refinamos a sintonia,
Afirmamos a Verdade.
Me encontra aqui, no Agora
Onde o amor é prioridade.

terça-feira, 7 de março de 2017

Prazer em vê-lo, Destino

Será
Que tudo o que é
Era pra ser?
Prazer em vê-lo,
Destino.
Sigo seguindo
Seus passos.
Às vezes me atraso...
Sinto que te sinto,
Pouco decido.
Aonde eu tô indo?
Se te vejo,
Almejo;
Deixo fluindo.
Se passas por mim,
Me desespero.
Afinal,
O que é que quero?
Decidas por mim,
Decidido Destino.
Ou será que só és
O que és
Porque te decido?
Se assim for,
Desisto.
Desatino e ando
Sem decisão.
Sou eu quem mando
Em você, então?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Paraíso Astral

Sonhos tão infantis...
Versus
Maturidade concreta.
Cadê as palavras sutis?
Já não preciso ser direta

Fichas caem:
Clareza das coisas que me atraem.
Ganho chaves:
Abrem-se as portas
Que realmente importam...

sábado, 28 de janeiro de 2017

Expurgo

Expurgo
O que não me cabe mais
Pelos poros
Pelos olhos
Pela boca
Como quem queima roupas
Que já não lhe servem

Expurgo
O que não me pertence mais
Pelos punhos
Pela voz
Pelo nariz
Como quem queima cartas
Que já não lhe falam

Expurgo
O que ainda me dói
Pelos olhos
Pelos poros
Pelos punhos
Como quem busca
Amadurecer

Vejo a noite cair,
Vejo o dia amanhecer.

Olho pra dentro e olho o mar.

E nada é maior
Do que o meu olhar.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Cheiro de novo

Entrei num carro Zero
E sinto cheiro de novo!
Vão me levar pra algum lugar
Que eu ainda não tenho ideia
O chofer não tem nome
Nem rosto
Nem rastro
Há no chão.
Parei num marco Zero,
Numa revolução.
De que lado eu fico?
Não é só Mal ou Bem;
Tem muito mais opção
É tanta gente
Eu tento me agarrar a alguém
Minha mente
Mais confusa que a confusão
Alguém me dá a mão
E corre comigo
Por alguma estrada
Como um chofer
De um carro Zero.
Sinto cheiro de novo,
De novo!
Meu corpo é de luz,
Minha alma é de louco.